quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fazendo a Diferença

Frequentemente eu ouço das pessoas que nosso trabalho é em vão. Que para cada cãozinho que encontramos um lar, 9 nunca terão uma casa. Que para cada animal salvo pelo menos 11 morrem vitimas de maus tratos e abandono. Tudo isso são estatísticas...
Hoje fui visitar a Valentina, que foi resgatada pelo Projeto e depois adotada. Ao ver aquele serzinho tão bem cuidado, tão feliz me lembrei de uma história que quero compartilhar com vocês...


Era uma vez um escritor que morava em uma praia tranqüila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele passeava à beira mar para se inspirar e de tarde ficava em casa escrevendo.
Um dia caminhando pela praia, ele viu um jovem que se inclinava, apanhava algo e atirava a água. Ao se aproximar ainda mais, ele viu que o jovem apanhava estrelas do mar que haviam sido lançadas na praia e, uma de cada vez iam sendo devolvidas ao mar.
Ele ficou intrigado, aproximou-se do jovem e perguntou:
- Porquê você está fazendo isso?
-Você não vê – disse o jovem – A maré está baixa e os sol brilhando. Elas vão secar ao sol e morrer se ficarem na areia.
- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, e centenas de estrelas do mar espalhadas por essas praias. Você joga umas poucas de volta ao oceano, mas a maioria vai morrer de qualquer forma. Vê que não fará diferença alguma?
O jovem sorriu, curvou-se, apanhou outra estrela do mar e, ao arremessá-la de volta á água, disse:
- Fez diferença para aquela.
Naquela noite o escritor não dormiu, nem conseguiu escrever. De manhã foi para a praia, reuniu-se ao jovem e juntos começaram a jogar estrelas no oceano.

(A visão do Futuro, o Jovem e a Estrela do Mar – Aikidô das Sabedorias)

É isso! A gente não se cansa de jogar estrelas!
Glaucia Lombardi

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amigas pra cachorro - Débora e Zara



Texto enviado por Débora Soares, uma grande amiga da Fernanda, da equipe Cão Sem Fome:
"Tínhamos acabado de casar, Frede e eu.
Minha vida sempre fora muito ligada aos cães, desde os 11 anos, quando tive meu primeiro cachorrinho, um Pinscher chamado Jordan.
Durante o nosso tempo de namoro, Frede passou a ter uma grande afinidade com cães, pois passou a participar das minhas aventuras caninas, que não foram poucas. Ele até havia tido cachorros no passado, mas nunca havia se ligado de tal forma a esses seres tão especiais, como depois que começamos a nos relacionar.
Depois que me casei, deixei pra trás, na casa da minha mãe, a Lara, uma poodle velhinha, e o Ed, um garboso e jovem dálmata fígado.
Sempre ía a casa da minha mãe vê-los, mas não era a mesma coisa. E mais do que apenas deixá-los na casa da minha mãe, era ter nesse espaço, uma vida inteira de lembranças maravilhosas com todos os meus cachorros... e isso eu não possuia na nova casa.
Comecei e pensar na hipótese de pegarmos um cãozinho pra criarmos em nosso apartamento, e falei com Frede sobre o assunto, que aceitou sem titubear.  Só que ele "impôs" uma condição: que deveria ser um beagle. Nós já havíamos tido contato com uma beagle muito danada, porém muito amada, que tínhamos na casa dos meus pais, a Nina.
Ela havia morrido há poucos meses de leishmaniose, muito precocemente, com apenas 1 ano e 11 meses, às vésperas de seu segundo aniversário (mas isto é um outro capítulo da minha história com os cães, que pretendo contar ainda)...
Nina era o "demônio" em forma de cachorro, mas também, o "demônio" mais doce que pudera existir na face da terra.
Devido a essa característica inigualável, Frede disse que nunca em sua vida conhecera um cachorro "tão legal quanto a Nina", e quis se atrever em trazer um da mesma raça pra dentro de nosso apartamento.
Começamos a busca por um beagle, que aqui na nossa cidade (BH) não é tão fácil de se encontrar, ou pelo menos na época, não era. Achei um canil num bairro daqui, onde tinham várias raças de cães.
Cheguei a pensar em trazer um Lhasa Apso, que era um cachorro bom pra apartamento, latia pouco, ou até mesmo uma poodle, ma sele não quis! Disse que só traria se fosse um beagle!
Lá tinham dois beagles bicolores, assim como a Nina; um macho e uma fêmea. Já sabíamos que queríamos uma fêmea, por ser mais educada e obediente, e também por não levantar a perninha pra fazer xixi, rs. O macho que tinha lá, era muito mais bonito, mas levamos a única fêmea que tinha lá, que já possuía um nome em seu de pedigree: Doroty.
Levamos a Doty pra casa, compramos tudo o que tinha direito pra ela, a adotamos totalmente. Mas ela era iguala Nina, em se tratando de comportamento, o meu chão era branco, e aqui não tinha bem um quintal, como na casa dos meus pais, apenas uma área privativa. Eu não imaginava que não teria estrutura para aguentar tudo isso dentro de um apartamento, e praticamente sozinha.
Ficamos uma semana com a Doty, e a devolvemos para o canil. Já voltei de lá chorando, pois afinal já havia tomado amor pela bichinha... e em prantos fiquei por dias, semanas... até que Frede, já não suportando mais essa angústia, resolveu que iríamos pegar outra cachorrinha. 
Resolvemos procurar uma amiga que tinha muitos cachorros em sua casa e estava doando alguns, inclusive adultos. Ligamos pra ela e perguntamos se ela estava doando a Cindy, uma beagle de 5 anos e ela nos disse que podíamos buscá-la. A casa dela é em Betim cidade vizinha da região metropolitana de BH, longe pra burro. Mas no outro dia de manhã fomos e buscamos a Cindy. Chegando aqui tentamso agradá-la de toda forma, mas até subir as escadas do prédio ela se recusou. Recusou ração, queria apenas comida de humano. E percebemos que ela ficava o tempo todo em pé próxima a janela, querendo ir pra fora. Vimos que já era uma cachorra que estava acostumada a morar me casa, com quintal e vários amigos caninos, e que a faríamos sofrer se a deixássemos presa em um apartamento, com duas pessoas que saiam durante o dia para seus compromissos diário.
Voltamos à Betim, e devolvemos Cindy pra nossa amiga. Fiquei arrasada.
Frede deu ideia de olharmos num dos outros poucos canis de beagles que haviam em nossa cidade. Encontramos um outro canil em Betim, e resolvi ligar pra lá, perguntando se tinham filhote de fêmea pra vender. O dono do canil me disse que sim, que era bicolor, a maior da ninhada, e a mais calminha, mas que era pra ir rápido, porque já havia uma senhora interessada nela. No dia seguinte fomos lá. Chegamos e nos apaixonamos por ela. Ela tinha medo de tudo, inclusive da gente... era uma Lady. Daí resolvi chamá-la de Lady. Mas não achava que soava bem, e troquei para Linda. Mas ainda não era um nome que havia me convencido... resolvi fazer uma enquete na família, quando meu irmão apareceu com o nome Zara: achei perfeito, e soou super bem!
Zara era muito medrosa, e corria da gente dentro do apartamento, de medo. Demorou uns 3 dias pra se acostumar com a gente. Mas também, quando se acostumou, ficou grudadinha com a gente... era nossa filhinha, nossa primeira filhinha, era assim que a tratávamos desde sempre.
Era interessante, porque ela sempre teve um temperamento calmo, previsível, e ainda por cima medrosa, diferente de tudo quanto era beagle que eu já ouvira falar nessa vida. Com o tempo foi se tornando mais e mais amada por mim, pelo Frede, e por toda minha família. Se tornou a maior companheira que uma pessoa poderia ter, em casa e na rua, pois ela ía com a gente pra todos os lugares em que podíamos levá-la. E se tornou grande amiga da Lara e do Ed, os nossos cães da casa dos meus pais.
Quando a Zara estava prestes a completar 2 anos, eu fiquei grávida. Descobri por um exame, que não era imune à toxoplasmose. Sabendo da nossa relação íntima com a Zara, pois até deitar na nossa cama nós deixávamos, minha médica pediu que, por precaução, eu a levasse por uns tempos pra casa da minha mãe.
E que depois que o bebê nascesse, ela voltasse a morar com a gente.
Nasceu o Vinícius!
Fui pra casa dos meus pais assim que saí da maternidade. E chegando lá, com aquele bebê todo enroladinho, parecendo um pacotinho, Zara nem ligou. Mas quando Vinícius chorou pela primeira vez, Zara ficou possessa! Latiu alto, rosnou, ficou nervosa. E eu, fiquei mais nervosa ainda com ela. No início foi um pouco difícil, porque tive depressão pós-parto, e tudo que a Zara conseguia pegar do Vinícius, ela destruía: comia sapatinhos, rasgava meinhas... mas com o tempo tudo foi se ajeitando, ela foi se acostumando ao novo membro da nossa família, que já era formada por nós 3, e agora tinha o quarto membro. E em contrapartida, Zara, com seu carinho habitual e incomparável, me ajudava com a depressão.
Hoje Vinícius tem 2 anos e Zara tem 4. Os dois se amam! Hoje quando chegamos a casa de meus pais, ela pula e faz festa primeiro para o Vinícius, antes de fazer para mim e para o Frede. E tem dias que nem pra nós a faz, só pra ele.
Ela não voltou pro nosso apartamento, porque vimos que a vida na casa da minha mãe, com seus irmãos caninos, com espaço de um terreiro pra ela correr, tomar sol etc, é muito mais divertida do que aqui. Mas vamos quase todos os dias lá para vê-la e levarmos o Vinícius pra brincar com ela (em com os outros dogs também!).
Vinícius é uma criança que já nasceu acostumado com os cães, e mais ainda, apaixonado por eles! Tenho certeza que essa experiência maravilhosa de conviver com a raça canina desde o útero, fará dele uma pessoa bem mais atenta, sensível, um ser humano melhor que outros que não têm essa oportunidade.
E a Zara, o que dizer dela?
É a gorda mais linda, preguiçosa, assanhada que conheço. É a beagle mais comportada desse mundo, mesmo tendo seus momentos de "levadice". É a companheira mais fiel, amiga e amada de todo o universo.
E além de todas essas coisas, ela me trouxe de presente uma das minhas melhores amigas humanas, que é a Fernanda, dona de um lindo beagle macho paulistano, o Téo. A história da nossa amizade se deu graças a esses dois anjos caninos!
Pensem que presente maravilhoso, além da presença deles, ganhamos?! Talvez nem tívessemos nos conhecido...
O que posso dizer, é que, os cães tem uma missão maravilhosa, que é ensinar o amor, ensinar o homem a ser mais humano, mais sensível.
Os cães amam, simplesmente!..
E quem dera que os homens tivessem metade da lealdade, e da humanidade dos cães... ah, o mundo certamente seria outro..."


Essas duas, Dé e Zarinha, são impagáveis!!!


Equipe Cão Sem Fome

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Precisamos de prendas!!!


Olá amigos e colaboradores do Projeto Cão Sem Fome!!

Vocês sabem que mês a mês a criatividade e boa vontade precisam entrar em ação para que possamos garantir a alimentação e os cuidados aos cães assistidos pelo Projeto.

Para o mês de Novembro, será um bingo, portanto, precisamos arrecadar PRENDAS!

Se você faz ou conhece alguém que faça artesanato, se tem comércio ou sabe de alguém que tenha e que gostaria de ajudar, se sabe de algum local que vende coisas interessantes a bons preços e quer contribuir, esta é a chance!!

Toda ajuda é bem-vinda!

Importante lembrar que é preciso que sejam prendas novas.

Caso queira ajudar ou esteja com dúvidas, entre em contato conosco pelo email: caosemfome(arroba)gmail.com

Ajude a divulgar a campanha de arrecadação de prendas!

Sempre há alguém conhecido disposto a ajudar!..


Equipe Cão Sem Fome

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Amigas pra cachorro - Rose e Nina


A mensagem abaixo nos foi enviada pela Rose Zacardi:

"Esta é a minha história e a da Nina, dificil escolher uma entre tantas histórias e quatro cães  mas vamos a mais recente então....
Todos sabemos que várias pessoas se relacionam, namoram e até casam pela internet atualmente, mas nunca imaginei adotar um cão utilizando de tanta modernidade.
Estava no Facebook, quando uma amiga veterinária, postou fotos de uma fêmea muito maltratada e magra, e três filhotes lindos e gordinhos de aproximadamente dois meses, que foram resgatados pelo seu cunhado na estrada de Ribeirão Pires.

Infelizmente um dos filhotes havia sido atropelado e o rapaz desceu para ajudar quando se deparou com a família toda dentro do carro. Sem saber o q fazer trouxe a mãe e os filhotes que restaram para o consultório da sua cunhada. Imediatamente ela examinou a família e postou as fotos para divulgação.
Não sei explicar o que eu senti quando vi aquela foto...parecia que aquele filhote estava olhando para mim....chorei muito na frente do computador, e disse ao meu marido: " Acabei de ser adotada!".
Meu marido não acreditou pois temos três cães (Jessie/yorkshire, Luna/Rottweiler, Luara/Labradora), até meu filho mais velho ver a foto e se encantar, imediatamente ele me perguntou de quem era aquele filhote, e sem pensar eu respondi ..."se for fêmea é nossa e é a Nina".

Eu sempre pensei muito antes de escolher o nome das minhas cachorras, peço opinião, pesquiso, mas o impressionante é que parecia que eu já sabia tudo. Falei com minha amiga e não deu outra, era uma fêmea, e na foto da ninhada era exatamente ela, a Nina, que estava me olhando.
Fui com as crianças buscá-la e confesso muito apreensiva pois cães adultos e tão grandes juntos com um filhote era preocupante. Eu nunca tinha adotado um cão, sempre ganhei, comprei, e a Nina me passava uma sensação imensa de gratidão no seu olhar a todo momento.
Parecia que ela sabia que não podia chorar de madrugada e tinha que fazer de tudo para ser aceita pelas outras fêmeas para ganhar um lar. Todos achavam que ela era filhote de labrador e junto com a Luara pareciam mãe e filha, mas quem adotou ela mesmo foi a nossa Rottweiller, a Luna, elas se adoram.
Quem não gostou muito dessa história foi a Jessie, que como toda yorkshire é muito possessiva e ciumenta, mas aos poucos ela vai cedendo.
É uma felicidade sem tamanho ter adotado a Nina, e vê-la correndo pelo quintal saudável, alegre, bem alimentada não dá pra imaginar que triste futuro ela e sua família teríam se aquele rapaz não tivesse parado o carro naquele dia, naquela estrada.
Eu acredito muito em anjos e ele foi um anjo no caminho deles como o pessoal do Cão Sem Fome é para tantos outros cães que com certeza terão uma oportunidade de ter um lar como o da Nina.
Esta história teve um final feliz, pois a Nina, seus dois irmãos e sua mãe foram  todos adotados, já estão vacinados e ela já está até castrada.


Você pode mudar a história de um cão, se você não pode adotar, seja padrinho, colabore com o que puder e como der, faça a diferença, porque ajudando eu garanto que você não estará fazendo a diferença apenas para um cão, você estará principalmente fazendo por você e com certeza tornando-se uma pessoa infinitamente muito MELHOR!!!!!"

Rose, que linda história!!
Emocionante como a maioria das histórias de amor à primeira vista!..
Muito linda sua Nina!
Agora ela tem uma carinha de feliz!


Equipe Cão Sem Fome

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mais uma forma de ajudar!!


Amigos e colaboradores!

Alguns já devem ter notado, mas aos que ainda não viram, temos agora um botão do PagSeguro, na barra lateral direita do blog!

Através desse botão, é possível ajudar o Projeto doando a quantia que desejar e o pagamento pode ser feito tanto por cartão como por boleto!

É seguro, rápido e fácil!

Pense nisso: o pouco que você doa já ajuda muito!


Equipe Cão Sem Fome

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Amigas pra cachorro - Glaucia e Magali


O texto abaixo foi escrito por Glaucia Lombardi, fundadora e grande idealizadora do Projeto Cão Sem Fome.
É sempre muito lindo e emocionante ver como a dor também é capaz de fazer as pessoas produzirem coisas tão importantes!
Glau, parte da tua dor virou isso tudo!
Certeza de que quando deste mundo você partir,vai se encontrar com esses seus amores e muitos outros seres ajudados por você!


"A Magali chegou numa noite chuvosa, trazida pelo meu marido, enrolada em uma faixa da CET. Havia sido resgatada de um atropelamento na Marginal Pinheiros. Ficou horas estendida no chão até que foi acolhida, levada ao Hospital da USP, medicada e trazida para minha casa. Ela cheirava esgoto, a faixa fedia sangue e no meio daquela imundice tinha dois olhos meigos me fitando. Me aproximei daquele bicho com um pouco de receio. Era uma pastora alemã, bem grande. Eu sempre tive cachorro, mas nenhum desse tamanho.  Me mandaram dar água e deixar a bichinha descansar.
No dia seguinte fui visitar a minha hóspede que me recebeu com um olhar paciente. Sentei do lado do bicho e me senti sendo estudada, como uma cobaia de laboratório, depois percebi, que eu é que estava olhando para ela como se fosse uma cobaia. Ela tentou levantar. Eu pulei pra trás. Ela recuou, eu sentei. Parecia dócil, mas a tipóia colocada na perna quebrada parecia incomodar, mais do que a dor, mais do que o meu olhar. Tudo me incomodava naquela situação. Ela esboçou um movimento, se aproximou da minha mão, lambeu e ficou.
Daí eu tomei uma decisão. Chamei a faxineira, arrastamos a cachorra para o meu carro e levei-a à minha veterinária de confiança. Chegando lá descobrimos que o diagnóstico estava totalmente errado, que ela não havia quebrado a perna. A veterinária tirou a tipóia, deu um tranco habilidoso na perna e a cachorra levantou sozinha. Abanou o rabo, deu uns passinhos e...estava nova em folha. Nos restava dar um banho para tirar aquele fedor insuportável e voltar para casa com uma cachorra linda, de fita na orelha e totalmente saudável.
Naquela manhã, a veterinária me disse que eu tinha salvo uma vida. Ela estava errada! Foi a Magali quem me salvou.
Anos depois era sua alegria me acordando e me puxando dos lençóis, a razão que me fazia levantar da cama. Sua sensibilidade me fazia despertar e como a mão de um anjo me conduzia no meu dia. Me avisava que eu tinha de me alimentar, sentando na frente da geladeira, e só comia se eu fizesse o meu prato e comesse com ela. Me empurrava para o trabalho, pois me lembrava que ela dependia totalmente de mim. Me abraçava, abraços peludos inesquecíveis, colocava seu focinho sobre o meu joelho e lambia minhas lágrimas, ficava assim o tempo que fosse necessário, silenciosa, educada, passava desapercebida apesar do tamanho, uma verdadeira dama.
Então minha filhota ficou doente. De um dia para outro parou de andar.  Eu, com minhas precárias forças carregava a minha Magali para todos os lados da casa. Até que minha coluna não me permitia mais carregá-la. A veterinária disse que não entendia porque ela não partia e que não havia nada mais para fazer.

Eu sabia o porquê:  Ela simplesmente não queria me deixar sozinha, queria continuar cuidando de mim.
Uma noite, eu sentei ao seu lado e comecei a lhe contar uma história:
“Acima das nuvens do céu, há o céus dos céus, onde existe um jardim maravilhoso. Lá estão os cachorros que foram muito amados aqui na Terra e que fizeram seus donos muito felizes. O papai está lá, esperando por você nesse jardim. A mamãe fez tudo que pôde, mas não consegue mais cuidar de você. Eu te prometo que você pode ir sossegada, pois eu vou  conseguir me virar sozinha.”
Na manhã seguinte Magali não acordou. Ela era um a dama. E uma dama sempre sabe quando é hora de sair de cena."

Lindo demais...


Equipe Cão Sem Fome

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Missão cumprida!

Equipe CSF

Mais uma missão cumprida!
E com direito a bônus!
Já explicamos!

Aproveitamos o feriado no meio da semana para a realização de mais uma ação do Projeto pela arrecadação de dinheiro para a compro da ração aos animais assistidos!

O almoço italiano foi um sucesso!!
\o/\o/\o/\o/

Equipe afinada, comida excelente, amigos por perto querendo ajudar!
O evento foi idealizado e realizado com muito carinho e afinco de todos os envolvidos, o que resultou no melhor desfecho possível: dinheiro arrecadado e, de quebra, mais uma adoção realizada!!!!

Esse foi nosso bônus!!!

A Valentinha, aquela linda que estávamos divulgando para adoção, encontrou um lar!!

Queremos agradecer muitíssimo pela presença e contribuição de todos, saibam sempre que faz muita diferença!

E um agradecimento especial a Cyntia Schiavon e Fernando Aleixo, o casal que acolheu a pequena Valentina e que certamente darão para essa fofa muito carinho e tudo o que ela merece!!
Em contrapartida, eles ganharam uma fiel escudeira, podem apostar!!!

Seguem algumas fotos desse dia tão especial!!








* olhem o estado das pessoas pós almoço! rs...

Lembrancinhas aos colaboradores

Encontro da Valentina com sua adotante!

Equipe CSF, adotantes e Valetina felizes da vida!

Valeu galera!!!
Os cães agradecem!!


Equipe Cão Sem Fome

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amigos pra cachorro - Andrea e Tutchi


O texto abaixo foi escrito pela Andrea, em forma de carta, para seu amado e eterno menino... O fofésimo, irresistível, inesquecível... Tucthi!

"Meu menino,

Depois de nove meses da sua partida a dor passou mas a saudade que toma conta do meu coração é enorme.
Como é triste chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho e não receber seu beijo e seu abraço.
Nossa soneca nas tardes de domingo, quando você se aconchegava no meu peito e eu te abraçava e adormecia sentindo a batida do seu coração na palma da minha mão.

Sinto falta do seu cheiro, nunca pensei que sentiria falta do seu ronco...rs
Toda vez que o vizinho em dia de jogo grita gooool me lembro que era nessa hora que você procurava meu colo desesperadamente.
A casa ficou vazia sem suas brincadeiras com seu irmão, aquele corre corre pela disputa da bolinha.
Gostava de ficar olhando você dormir, era tão tranqüilo que me acalmava a alma.
Acordar de manhã e a primeira coisa que via eram seus olhinhos me vigiando e quando percebia que eu tinha acordado os seus olhos se iluminavam e você sorria pra mim, o sorriso mais lindo desse mundo.
Ah meu menino quanto saudade eu sinto de você!
Você foi e sempre será meu primeiro e grande amor!"

Ter um cão produz essas coisas: lindas histórias de amor!

Mande também a sua história com seu cão para o email caosemfome(arroba)gmail.com e ela será publicada aqui!

Equipe Cão Sem Fome

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um coroquinho muito figura!!!


Esse é o Véio!!
Um coroquinho muito figura!!!
É um dos peludos assistidos pelo Projeto que foi apadrinhado!!
O nome da madrinha do fofo é Luiza Helena C. Chaves!

Para mais informações, acesse nossa Campanha de Apadrinhamento e caso queira ser o padrinho ou a madrinha de um dos animais assistidos por nosso Projeto, envie-nos um email para caosemfome(arroba)gmail.com !

Ajude-nos a ajudar!

Divulgue a campanha!


Equipe Cão Sem Fome