quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Coluna da Dra. Tatti: A insuficiência renal crônica

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Nesta semana decidi escrever sobre uma doença grave e progressiva que acomete muitos cães e gatos acima dos oito anos, a Insuficiência Renal Crônica. A doença não tem cura, apenas controle. Portanto, o quanto antes a descobrirmos, maior e melhor será a sobrevida do paciente.
A Insuficiência Renal Crônica (IRC) ocorre quando a função dos rins deteriorou-se a ponto órgão rim não conseguir mais realizar suas funções. A IRC é irreversível e o tratamento é sintomático e por toda a vida do animal.
As células que compõem os rins são chamadas néfrons. Um paciente com IRC tem mais de 70% dessas células comprometidas.
Os sinais iniciais da IRC são: aumento da ingestão de água e do volume urinário, que resultam da incapacidade dos rins de concentrar urina. Outros sinais muito comuns são: perda de peso, apetite seletivo e/ou falta de apetite e vômito. 
O rim insuficiente não consegue excretar produtos residuais. Sendo assim, há retenção desses resíduos tóxicos no sangue e tecidos do corpo causando a uremia (urina no sangue). Os sintomas da uremia são: perda de apetite, vômito, lesões na boca, fraqueza e mau hálito.
Os rins também são responsáveis pela produção da eritropoetina, o hormônio responsável pela produção das hemáceas. Portanto, é muito comum um paciente com IRC ter anemia não regenerativa e necessitar de transfusão de sangue. O aumento da pressão arterial também pode ser observado, podendo causar cegueira repentina, alteração comportamental, acidente vascular cerebral e até mesmo convulsão.
O diagnostico da IRC pode ser concluído por meio de exames de sangue, urina e ultrassom abdominal. Felizmente, a maioria dos pacientes pode receber tratamento suporte, o que lhes fornece uma boa qualidade de vida por meses ou anos.  O tratamento é baseado nas necessidades clínicas de cada animal, mas basicamente inclui a fluidoterapia suporte (soro), medicação para controlar o vômito, antibióticos para infecções secundárias, correção da anemia e uma dieta alimentar adequada.
Fiquem sempre atentos a possíveis sinais. E o mais importante: deixe sempre água fresca disponível ao seu animal e ofereça alimentação de boa qualidade!
Dra. Tatti

* a fofa da foto era a Honey, ela sofria de ICR.

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