segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Adotei, não gostei, acho que vou devolver."


Infelizmente é uma prática comum, pessoas adotarem um animal e depois devolverem.
Essa devolução se dá por vários motivos.
Há pessoas que se precipitam em suas atitudes, ficam sensibilizados com uma situação e resolvem adotar um animal. Quando os problemas começam a aparecer essas pessoas não tem maturidade, nem paciência para resolvê-los e o caminho mais fácil é levar o animal de volta para o lugar de onde pegou, o que, muitas vezes significa devolver para a rua.
Outras pessoas ficam com o animal até o primeiro "acidente". O cão pode ter destruído as plantas ou um móvel por exemplo. É a desculpa para a devolução. Sim, há quem devolva uma animal por esse motivo.
Às vezes um cão é devolvido porque ficou doente, porque uma criança vai nascer, ou porque a família vai mudar para uma casa menor ou apartamento e não “pode levá-lo”.
Em todos os casos, os adotantes se fazem de vítima: “pessoas que estão sendo levadas a tomar essas atitudes, por motivos de força maior”.
Mas a grande vítima dessa situação é o animal.
Imagine tirar um cachorro de um abrigo, ou da rua, dar a ele uma casa, uma família, comida boa, fazer ele acreditar que está protegido, amparado e depois devolvê-lo?
É desumano não pensar que os animais têm sentimentos e que esse cão ficará revoltado, traumatizado e infeliz.
Por isso, antes de adotar um animal pense muito! 
Veja se você tem capacidade de enfrentar os problemas que podem vir dessa adoção, se você tem condições financeiras de manter esse animal e se realmente você quer ter um bicho em casa.
Lembre-se que animais fazem sujeira, soltam pêlos, destroem coisas, fazem barulho. Se você não estiver pronto para lidar com isso, não adote. Ninguém é obrigado a adotar, a ter um bicho.
Fale com sua família e veja se todos estão de acordo, se vão cooperar para que essa adoção seja bem sucedida.
Lembre-se de incluir esse animal no seu projeto de vida. Você terá que ter espaço para ele, assim como tem para os membros da sua família. Terá que pensar onde deixá-lo no caso de viagens e outros imprevistos. Essa responsabilidade é do adotante, do tutor do animal. 
Uma adoção é para a vida toda desse animal, e ele pode viver mais de 10 anos. Esteja preparado para cuidar dele quando ele estiver doente, quando estiver idoso e exigir cuidados diferentes. Assim como os seres humanos passam a ter dificuldades, problemas de saúde e outras necessidades com o passar do tempo, os bichos também. Conte com isso.
Escolha um animal com o temperamento adequado 
ao que você precisa.            
Se têm crianças, não adote um cão agressivo. 
Se não tem espaço, não adote um cão agitado.
Se tem outros animais, veja se todos são sociáveis.
Se não tem paciência, não adote um filhote, há cães que já passaram dessa fase e estão só esperando por um lar!
E principalmente, nunca adote por impulso.
Sabemos que a adaptação é um processo difícil para o animal e o adotante, mas se o adotante tiver essa consciência, ele saberá passar por todas as dificuldades e terá um grande amigo. 
Não existe "período de experiência" em uma adoção. 
Animais não são objetos ou produtos que você adquire e troca ou devolve em uma loja caso mude de ideia. São seres vivos, com sentimentos e que devem ser respeitados como tal.
Na hora de adotar pense que o ser humano nessa história é você!
É você que tem de tomar decisões racionais, esperadas de um ser humano.
Então seja um ser humano responsável!
Desumano, é adotar e devolver!

Faça sua parte e passe esta mensagem adiante!
Será sua contribuição para que as pessoas se conscientizem e os absurdos que a gente vê acontecer diariamente, com devoluções pautadas em motivos banais passem a ser menos frequentes. 

Este fofo é o Porthos!
Ele está para adoção!
Para saber mais sobre ele, clique aqui!
                                                                                                                                                                           

Equipe CSF

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