domingo, 30 de junho de 2013

Evento no Shopping Penha

De 02 a 08 de julho estaremos participando de mais um Balcão da Cidadania no Shopping Penha.
Essa iniciativa beneficia as ONGS cadastradas, já que o Shopping Penha cede um espaço para  elas comercializarem seus produtos em um Balcão montado pelo Shopping, sem nenhum custo.
Iniciativa essa que poderia ser abraçada por outros Shoppings da cidade.
Essa visão solidária e cidadã do Shopping Penha deve ser muito divulgada e realmente nos sentimos privilegiados por podermos participar desses eventos. O Cão sem Fome é o único Projeto de Proteção Animal contemplada com o Balcão!
Por isso convidamos a todos a nos visitar e a conhecer o Shopping Penha.
A venda dos nossos produtos é revertida para a manutenção dos 380 animais do Projeto.
As pessoas que trabalham no Balcão são todos voluntários, que doam seu tempo e sua boa vontade para que esse evento possa acontecer. E olha que isso não é fácil! São 12 horas diárias de trabalho para manter o Balcão funcionando no Shopping!
Os produtos que comercializamos são produtos desenvolvidos com a temática "Pet". Não só produtos para cachorros e gatos, mas produtos para quem gosta de cães e gatos.
Você vai encontrar produtos para seu uso pessoal, para sua casa, seu escritório e para você presentear, afinal todo mundo precisa de um produto legal e o Cão sem Fome precisa de você!
Passe por lá e venha conhecer os rostos por trás do Cão sem Fome. Contamos com sua visita!


sábado, 22 de junho de 2013

Como escolhemos os Protetores do Cão sem Fome

O Cão sem Fome é um Projeto que ajuda protetores independentes.

Frente a tanta necessidade, nós recebemos muitos pedidos de ajuda diariamente e todos são checados pessoalmente, mas você sabe como escolhemos os protetores parceiros?

Primeiramente nós temos Missão e Valores muito bem definidos.

Para um protetor ser aceito no Projeto ele tem de compartilhar desses Valores e se apropriar da nossa Missão. Isso significa que temos regras bem estabelecidas.

É uma parceria que realizamos, onde o Protetor entra com o espaço físico e os cuidados com os animais e nós oferecemos a alimentação e saúde.

Fazemos questão de acompanhar de perto todas as ações dos Protetores, para ter a certeza que o foco não está se perdendo.

Não ajudamos acumuladores por entender que isso é patológico e precisa de tratamento, além de uma estrutura de acolhimento que o Cão sem Fome não tem.

Um dos quesitos para a seleção é sempre ajudar pessoas muito necessitadas, que têm a postura de “Protetor de Animais”, mas não consegue os resultados que gostaria por falta de recursos.

Também analisamos a forma que os animais são tratados, pois um de nossos valores é o acolhimento digno e amoroso.

Depois que o Protetor é aceito no Cão sem Fome, ele vai permanecer conosco, desde que ele continue agindo de acordo com as regras estabelecidas para o bem estar dos animais. O Quintal da Penha e Paulinho, por exemplo, são nossos parceiros há 10 anos!

O protetor tem que cumprir algumas exigências básicas e inegociáveis que são nossos pilares:

1.    Adoção. Todos os animais que tiverem condições de serem adotados, irão para adoção.

2.    Castração. Todos os animais tem de ser castrados, pois é inadmissível nascer animais nos Quintais.

3.    Vacinação. Anualmente todos os animais são vacinados com V8 e Raiva pelo Projeto.

4.    Uso dos recursos em prol dos animais: Todos os recursos disponibilizados pelo Projeto, tem de ser usados e aplicados para o bem estar dos animais, quais sejam: ração, colchonetes, mantas, casinhas, doações para os bazares, etc...

Se o Protetor, por alguma razão, em algum momento não se enquadrar mais nesse perfil, ele é substituído, por outro mais necessitado, ou por outro mais comprometido.

Dessa forma preservamos o Cão sem Fome e realizamos um acolhimento responsável e digno para os nossos animais.

Não é fácil para nós escolher os Protetores, nem tampouco manter bem vivos nossos princípios. De tantos pedidos recebidos, poucos ainda podem ser contemplados perto de tanta necessidade.

É difícil dizer “não” para tantas pessoas, mas sabemos que essa é a única forma de mantermos a qualidade e a seriedade do nosso atendimento.

Nós acreditamos na força dos Protetores e ONGS, que hoje fazem aquilo que nenhum órgão público é capaz de fazer. Se todos abrissem suas portas e soltassem os seus animais, as cidades virariam um verdadeiro caos. A grande maioria das cidades, tem sequer um local para abrigar os animais que vagam procriando pelas ruas, como se não houvesse por parte dos municípios nenhuma responsabilização no sentido de controlar a população destes animais. As boas ONGS e os bons Protetores fazem o papel que o poder público se recusa a fazer: acolhendo, castrando, vacinando e doando com responsabilidade.

Falta a sociedade reconhecer o valor dessas pessoas que  prestam um serviço público com seus próprios recursos, abrigam os animais dentro de suas próprias casas e abdicam de suas vidas para se dedicar à proteção animal.
Respeito aos Protetores e
Proteção para que continuem Protegendo!


 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Solidariedade e Cidadania



Em uma semana repleta de movimentações, o Cão sem Fome comemora duas grandes mobilizações para o bem, que você pode conferir no nosso site.
A primeira foi realizada pela loja Kamppala, que abriu suas portas para o Cão sem Fome vender seus produtos, cuja renda é revertida para os animais assistidos pelo Projeto.
A outra foi organizada por um grupo de frequentadores de uma praça da Zona Sul, que se reuniram para arrecadar doações para a gente.
O que as duas tem em comum? Pessoas comuns, arregaçando as mangas e fazendo a diferença.
Por isso quero compartilhar com vocês esse texto maravilhoso de autoria de Cecília Berner, voluntária do CVSP, totalmente pertinente aos acontecimentos que todos estamos vivendo.


Solidariedade e Cidadania

A Solidariedade brota do coração grande e generoso, enquanto a cidadania é fruto da mente racional e esclarecida.

A solidariedade ao deparar com a pobreza diz: quero acolhê-lo, alimentá-lo, abrigá-lo e educá-lo, porque é um ser humano como eu, e não posso vê-lo sofrer. A cidadania ante a exclusão social se manifesta contra a corrupção e a favor de uma sociedade mais justa, porque a pobreza de muitos prejudica a todos.

A solidariedade doa para a cultura e para as artes porque quer oferecer algo a comunidade. A cidadania preserva o patrimônio artístico e cultural porque assume seu papel de dono, e se o dono não cuida, quem cuidará?

A solidariedade floresce nas crises e emergências, enquanto que a cidadania se exerce no dia a dia.

A cidadania é obrigação de todos, enquanto que a solidariedade é vocação de alguns.

Podemos educar jovens para a cidadania, enquanto que para a solidariedade só podemos sensibilizá-los.

A solidariedade engrandece o homem.

A cidadania constrói a sociedade.

As duas juntas podem resgatar a dívida social de uma nação.

 

domingo, 9 de junho de 2013

Fazendo a Diferença


 Você sabia que as últimas pesquisas indicam o número absurdo de 2 milhões de animais abandonados apenas na cidade de São Paulo?

Frente a um quadro tão negro para a proteção animal, muitas pessoas adotam atitudes pessimistas no que se refere ao futuro próximo ou se perguntam se alguma ação é válida frente a um problema desse tamanho e com essa complexidade.

Alguns chegam inclusive a me perguntar se o nosso trabalho vale á pena e em momentos difíceis, voluntários ou simpatizantes da causa, podem ter alguma dúvida.

É para todos que em algum momento, já se fizeram essa pergunta, que eu vou contar essa história:


“Era uma vez um escritor que morava em uma praia tranqüila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele passeava à beira mar para se inspirar e de tarde ficava em casa escrevendo.

Um dia caminhando pela praia, ele viu um jovem que se inclinava, apanhava algo e atirava a água. Ao se aproximar ainda mais, ele viu que o jovem apanhava estrelas do mar que haviam sido lançadas na praia e, uma de cada vez, iam sendo devolvidas ao mar.

Ele ficou intrigado, aproximou-se do jovem e perguntou:

- Porquê você está fazendo isso?

-Você não vê – disse o jovem – A maré está baixa e o sol brilhando. Elas vão secar ao sol e morrer se ficarem na areia.

- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, e centenas de estrelas do mar espalhadas por essas praias. Você joga umas poucas de volta ao oceano, mas a maioria vai morrer de qualquer forma. Vê que não fará diferença alguma?

O jovem sorriu, curvou-se, apanhou outra estrela do mar e, ao arremessá-la de volta á água, disse:

- Fez diferença para aquela.

Naquela noite o escritor não dormiu, nem conseguiu escrever. De manhã foi para a praia, reuniu-se ao jovem, e juntos começaram a jogar estrelas no oceano."

 
(extraído do livro Aikidô das Sabedorias - A visão do Futuro, o Jovem e a Estrela do Mar)

 
Nós do Cão sem Fome não cansamos de jogar estrelas para o mar.

Junte-se a nós!

 


Glaucia Lombardi
Coordenadora do CSF

sábado, 1 de junho de 2013

Estamos de Volta!


Nós já estávamos com saudades.

De agora em diante o blog Cão sem Fome retorna com várias novidades para vocês. Será um espaço para discutirmos temas pertinentes à Proteção Animal, onde você também vai encontrar crônicas, sugestões de filmes, sites e livros para quem gosta do assunto.

Vamos dar dicas de saúde e comportamento dos pets, contar fofocas dos Quintais, postar gracinhas dos peludos e falar dos bastidores do Cão sem Fome.

E vamos também falar da gente! Quem somos nós, o que pensamos, quem são as pessoas e os focinhos por trás do Projeto.

Enfim, queremos criar laços afetivos com todos vocês, pois é isso que nos move.

Eu sou a Glaucia, fundadora do Cão sem Fome.

Frequentemente as pessoas me perguntam o porquê de eu me dedicar aos animais e não às outras causas.

Eu realmente acredito que o mundo precisa de vários “cuidadores”. Cuidadores para a infância e velhice abandonadas, para os dependentes químicos, para os que estão em situação de rua, para os enfermos, para os animais, e para todas as vítimas do homem ou da Natureza.

Nenhuma causa é melhor ou menos nobre que a outra, porque o mundo precisa de todas elas. Então, sabiamente a natureza criou todo o tipo de pessoas, para atender à todas as necessidades que precisam de uma interferência, ou de um auxílio.

Eu definitivamente faço parte do grupo de pessoas designadas para cuidar de animais. Sempre tive isso muito presente dentro de mim, pois apesar de sempre ter trabalhado na área social, o que eu queria realmente era cuidar de cachorros, não de gente.

Em 1998 conheci meu companheiro Rodrigo, que compartilhava dos mesmos ideais e à medida que nosso relacionamento se fortalecia, também a idéia de fazer algo a mais, criava forma.

Ele faleceu em um acidente em maio de 2004 e dois meses depois, eu comecei o que mais tarde, se transformaria no Cão sem Fome.

Acredito que amar é isso: Fazer planos juntos, mesmo quando se está separado, e o Cão sem Fome é a prova disso.

Todos os dias eu penso como consegui chegar até aqui, mas a verdade é que não estou sozinha.

Esse amor atraiu tantas outras pessoas... Pessoas que chegaram por outros caminhos e hoje fazem parte de tudo isso. Pessoas que se apropriaram da nossa causa, porque essa causa é mais do que nossa. Ou pessoas que se simpatizaram com o jeito leve e carinhoso de ser do Cão sem Fome. Também pudera, esse Projeto nasceu de uma história de amor!

Hoje estamos cercados por quase 400 animais, que dependem da gente e para cada um que perdemos, tantos outros surgem...

Então, para terminar essa pequena homenagem, agradeço a todos que fazem parte dessa história e em especial ao Rodrigo. Sem ele nada disso teria sido possível.

Desejo a todos, o mais alegre abanar de cauda, de um cachorro.

E se você não entendeu isso...é porque precisa urgentemente ser conquistado por um cão...

Amigos e simpatizantes, sejam todos bem vindos ao novo Blog do Cão sem Fome.

Glaucia Lombardi