sábado, 22 de junho de 2013

Como escolhemos os Protetores do Cão sem Fome

O Cão sem Fome é um Projeto que ajuda protetores independentes.

Frente a tanta necessidade, nós recebemos muitos pedidos de ajuda diariamente e todos são checados pessoalmente, mas você sabe como escolhemos os protetores parceiros?

Primeiramente nós temos Missão e Valores muito bem definidos.

Para um protetor ser aceito no Projeto ele tem de compartilhar desses Valores e se apropriar da nossa Missão. Isso significa que temos regras bem estabelecidas.

É uma parceria que realizamos, onde o Protetor entra com o espaço físico e os cuidados com os animais e nós oferecemos a alimentação e saúde.

Fazemos questão de acompanhar de perto todas as ações dos Protetores, para ter a certeza que o foco não está se perdendo.

Não ajudamos acumuladores por entender que isso é patológico e precisa de tratamento, além de uma estrutura de acolhimento que o Cão sem Fome não tem.

Um dos quesitos para a seleção é sempre ajudar pessoas muito necessitadas, que têm a postura de “Protetor de Animais”, mas não consegue os resultados que gostaria por falta de recursos.

Também analisamos a forma que os animais são tratados, pois um de nossos valores é o acolhimento digno e amoroso.

Depois que o Protetor é aceito no Cão sem Fome, ele vai permanecer conosco, desde que ele continue agindo de acordo com as regras estabelecidas para o bem estar dos animais. O Quintal da Penha e Paulinho, por exemplo, são nossos parceiros há 10 anos!

O protetor tem que cumprir algumas exigências básicas e inegociáveis que são nossos pilares:

1.    Adoção. Todos os animais que tiverem condições de serem adotados, irão para adoção.

2.    Castração. Todos os animais tem de ser castrados, pois é inadmissível nascer animais nos Quintais.

3.    Vacinação. Anualmente todos os animais são vacinados com V8 e Raiva pelo Projeto.

4.    Uso dos recursos em prol dos animais: Todos os recursos disponibilizados pelo Projeto, tem de ser usados e aplicados para o bem estar dos animais, quais sejam: ração, colchonetes, mantas, casinhas, doações para os bazares, etc...

Se o Protetor, por alguma razão, em algum momento não se enquadrar mais nesse perfil, ele é substituído, por outro mais necessitado, ou por outro mais comprometido.

Dessa forma preservamos o Cão sem Fome e realizamos um acolhimento responsável e digno para os nossos animais.

Não é fácil para nós escolher os Protetores, nem tampouco manter bem vivos nossos princípios. De tantos pedidos recebidos, poucos ainda podem ser contemplados perto de tanta necessidade.

É difícil dizer “não” para tantas pessoas, mas sabemos que essa é a única forma de mantermos a qualidade e a seriedade do nosso atendimento.

Nós acreditamos na força dos Protetores e ONGS, que hoje fazem aquilo que nenhum órgão público é capaz de fazer. Se todos abrissem suas portas e soltassem os seus animais, as cidades virariam um verdadeiro caos. A grande maioria das cidades, tem sequer um local para abrigar os animais que vagam procriando pelas ruas, como se não houvesse por parte dos municípios nenhuma responsabilização no sentido de controlar a população destes animais. As boas ONGS e os bons Protetores fazem o papel que o poder público se recusa a fazer: acolhendo, castrando, vacinando e doando com responsabilidade.

Falta a sociedade reconhecer o valor dessas pessoas que  prestam um serviço público com seus próprios recursos, abrigam os animais dentro de suas próprias casas e abdicam de suas vidas para se dedicar à proteção animal.
Respeito aos Protetores e
Proteção para que continuem Protegendo!


 

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