quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Isso é defeito?


O preconceito ainda está presente em nossa sociedade e ele se estende também aos animais.
Claro que existem preferências, alguns gostam de cães, outros preferem gatos, peixes, aves... Porém, algumas simples características acabam sendo vistas como defeitos, que condenam centenas de animais ao esquecimento.
Listamos aqui as formas mais comuns de preconceito contra cães e gatos:

Cor preta
Você sabia que animais da cor preta é a maioria nos abrigos? Muitas pessoas não adotam por superstição e por acreditarem que bicho preto dá azar. Alguns associam a cor preta aos rituais de magia negra e acham que esses animais podem ser amaldiçoados. Animais pretos nas ruas também são mortos ou agredidos em taxas muito maiores que peludinhos de outras cores.

Cães deficientes
Um cão deficiente precisa de cuidados diferentes e só. Se o cão perde a audição, ele aprimora os outros sentidos. Basta você mudar pequenos hábitos como gritar o seu nome, por exemplo, e sempre se comunicar com gestos dentro do seu campo de visão.
As pessoas desconhecem os aparelhos disponíveis, que podem tornar a vida de cães deficientes muito melhor. Animais com problemas de coluna, nas patas, ou vítimas de paralisia (às vezes seqüelas de cinomose) podem utilizar cadeirinhas de roda, que lhe permitem ter uma boa mobilidade. 
Cães cegos podem usar aparelhos que permitem que se movam com maior facilidade no ambiente.



Adultos ou Idosos
Cães com mais de um ano já são difíceis de serem adotados e os idosos tem menos chance ainda. Como se não bastasse a discriminação na hora de adotar, cães idosos também tem a maior taxa de abandono. Muitos cães idosos são abandonados quando começam a necessitar de cuidados diferenciados e não são adotados porque as pessoas acham que vão dar mais despesas. Da mesma forma que as pessoas preferem adotar crianças recém nascidas, também acham que um filhote de cão ou gato se adapta melhor á rotina da família do que um adulto. Grande erro: Cães adultos são se adaptam com mais facilidade, aprendem mais rápido e já tem características como tamanho e temperamento definidos.


Cães grandes
Como os espaços estão cada vez mais reduzidos as pessoas preferem cães cada vez menores, no entanto deveriam prestar mais atenção no temperamento do que no tamanho. Há cães grandes que são bem mais calmos e controlados do que alguns cães pequenos. Cães médio ou grandes são a maioria nos abrigos. Muitos cães são abandonados porque cresceram demais, ou porque os tutores estão se mudando para uma casa menor ou um apartamento. Nas ruas, cães grandes sofrem mais, porque além de serem mais difíceis de serem recolhidos, muitas pessoas não se aproximam por medo.


Cães de raças consideradas “perigosas”
O preconceito contra algumas raças se torna uma arma mortal para um cão abandonado. Cães como pitbull, rottweiler, pastor alemão, dobermann e outros, sofrem muito nas ruas. Primeiro, porque quase ninguém se aproxima para ajudar com receio de ser mordido, depois, porque são reprimidos com violência, cruelmente agredidos com pauladas, amarrados, torturados, queimados, etc...
O que as pessoas não sabem é que alguns desses cães foram abandonados exatamente por não terem um temperamento condizente com o estereótipo de agressivo. Se são dóceis, e foram comprados com a finalidade de servirem como cães de guarda, são abandonados, porque não prestam para essa função. Já nas ruas, são vistos como cães agressivos e sofrem todo tipo de violência.


SRD  ou Vira-latas
O maior preconceito de todos, com certeza é contra os vira-latas. Enquanto as pessoas pagam alguns milhares de reais por um filhote de raça, milhares de cães lindos passam a vida em abrigos só porque não tem raça definida.
99% dos cães abandonados são vira-latas. 
99% das pessoas interessadas em ter um cão, querem um cão de raça. 
Não tem algo errado nessa conta?

Então, se você quer adotar um amigo, que tal adotar com o coração e deixar seu preconceito de lado?

Permita-se olhar os animais com o coração aberto e quem sabe, um cão ou gato, totalmente fora dos seus padrões pré estabelecidos vai te conquistar?

Adote essa Ideia!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Violência contra animais – O problema também é seu.

  


Aconteceu essa semana com uma Protetora parceira do Cão sem Fome. Uma mulher mantinha um cão de porte grande, já pele e osso, com enforcador e corrente curta, que não permitia que ele se mexesse direito, sem água ou comida, debaixo do sol escaldante de mais de 35 graus desse verão.
A Protetora indignada com a situação foi falar com a mulher, tentando explicar que ela não podia manter o animal naquelas condições. Foi agredida verbalmente e fisicamente, dando origem a algumas contusões e uma briga que acabou no meio da rua, na frente de toda a vizinhança. A policia foi chamada (e apareceu horas depois) e a briga recomeçou, com a mulher dando murros e chutes no portão da casa da Protetora.
A polícia constatou os maus tratos, mas disse que não podia fazer nada. Ao contrário, tirou a razão da Protetora que foi agredida dentro da casa da mulher, portanto isso caracteriza invasão de domicilio.
O cão continuou nas mesmas condições e a policia encaminhou o caso para a veterinária da sub prefeitura que veio no dia seguinte, juntamente com o representante de uma ONG que constatou os maus tratos e encaminhou a queixa para a zoonose que deu 30 dias para visitar o local.
O cão continuou nas mesmas condições, e as “autoridades” continuaram no joguinho de empurra, empurra sem tomar nenhuma atitude para salvar a vida do animal.
Não é necessário mencionar que mais 30 dias nessas condições, provavelmente o cão não sobreviveria.
A Protetora então pede ajuda de um veterinário do bairro, que consegue interferir e resgatar o animal da tutora, encaminhando-o à sua clinica particular. O cão foi internado, medicado, constatado que está com problemas de saúde devido à falta de comida e maus tratos.
Porém, o veterinário tem uma clinica particular, que cobra uma diária de R$100,00 e agora a conta já beira os R$1.000,00.
De quem é essa conta? Para onde vai o animal? Isso ainda não se sabe, mas o que gostaríamos de refletir aqui é a questão dos maus tratos na nossa sociedade.

Que os mecanismos públicos existentes para coibir essa violência são burocráticos e incompetentes, isso é claro, não só nesse breve relato, como em muitos casos. Se você tentou algum dia fazer uma denúncia, já sabe disso.
Porém, além da ineficiência dos órgãos públicos, por trás da violência existe toda uma sociedade que compactua com ela.
Essa mulher tem família, tem amigos, tem vizinhos, que assistem à essa violência todos os dias de braços cruzados. Ninguém se envolve. Todos se omitem, pois acham que o problema não é seu.
Essa situação é mais comum do que se imagina. Até em famílias consideradas esclarecidas, vemos pessoas fazendo vistas grossas para todo tipo de violência contra os animais.
É o tio que tem mania de caçar passarinho nas redondezas e colocar em gaiolas. A família não gosta, mas não faz nada. Ele tem esposa, filhos, parentes que ficam incomodados com a situação, mas não destroem as gaiolas, não chamam o homem para uma boa conversa, não soltam os animais. Não querem arrumar problema na família... Porém, toda vez que você aceita que um crime seja cometido do seu lado, isso faz de você criminoso também.
Ás vezes é o caseiro do sitio que não dá comida para a cachorra, mas você que é dono do sítio, acha que isso não é dá sua conta e permite que um animal morra a míngua na sua propriedade. Sim, você também é responsável por essa vida. Se você não chama o seu funcionário à responsabilidade, se você não interfere na situação, se você não se preocupa em saber que tipo de vida esse cão está tendo na sua casa, você está matando também.
Alguém no trabalho comenta que vai viajar e vai largar o seu animal porque não tem quem cuide dele. Se você achar normal e não tentar conscientizar essa pessoa que abandono é um ato cruel e desumano e que abandonar é matar aos poucos, você também é responsável por esse abandono.
O seu marido está incomodado com os gatos ou pombas da vizinhança e coloca veneno para matá-los. Se você não tenta intermediar um acordo com os vizinhos, se você permite a matança dos animais, se você não toma atitude nenhuma, você também está assassinando, mesmo que venha com as desculpas costumeiras: “Meu marido não me ouve”, “Eu já falei que não tenho nada com isso.” “Meu marido que é o culpado, por mim as pombas continuavam lá”.
Você visita um amigo e vê o animal maltratado, magro, amarrado no sol. Você pode conversar com essa pessoa, oferecer ajuda, explicar que essa condição é desumana, que o animal também sofre como nós. Você pode desamarrar o animal, oferecer comida, dar sugestões e até se oferecer a ficar com ele ou sugerir que ele seja colocado para adoção. Mas, se você passa reto e ignora a situação, você também é responsável por esse sofrimento.
Todas as vezes que casos como o relatado acima vem à tona, eu fico pensando: Em que mundo essa mulher vive? Ninguém à sua volta tentou interferir a favor desse animal? São todos loucos, assassinos cruéis ou simplesmente um bando de acomodados e egoístas que só pensam em si mesmos?
A violência contra o animal está mais perto do que pensamos, às vezes no seu próprio quintal, ás vezes na casa da sua família ou do seu amigo.

E você vai continuar compactuando com isso ou vai mudar de atitude?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Não pode adotar? Que tal apadrinhar?


Se você não pode adotar um animal, mas é apaixonado por cães, como nós, você pode se tornar um padrinho.

O padrinho Cão sem Fome contribui mensalmente com um valor a partir de R$35,00 para a manutenção do afilhado, que ele escolhe na nossa lista de cães disponíveis.

A partir daí ele recebe fotos e noticias do seu afilhado por email e pode acompanhar no nosso site, tudo que acontece no Quintal onde mora o cãozinho. Se o afilhado fica doente, muitos padrinhos ajudam no tratamento, pagando os remédios ou os procedimentos necessários para manter o bem estar do animal.

Mas, a função de padrinho não pára por aí. Além de ajudar financeiramente, alguns padrinhos resolveram “arregaçar as mangas” e ajudar efetivamente seus afilhados, tornando-se também  voluntários.

Foi o que aconteceu com a Adriana, madrinha da Pipoca que se juntou a um mutirão de tosa no Quintal da sua afilhada e dedicou seu domingo para deixar os animais peladinhos e felizes para enfrentar o calor forte desse verão. O mesmo acontece com a Dra Andrea, madrinha do Sherif, veterinária que coordena o Projeto Consultando Geral do Cão sem Fome.

Nestes casos a Adriana é tosadora profissional e a Andrea veterinária, ambas usam seus conhecimentos para ajudar os animais carentes, mas ter conhecimento ou experiência na área, nem sempre é necessário, pois há muito o que fazer.

A Camilla, madrinha da Menina, nos ajuda a controlar os animais nos mutirões de vacinação e tem se saído uma excelente “babá”.

O Murilo, padrinho da Magrela se engajou na causa e desde então tem ajudado em várias ações nos nossos Quintais. Apesar de não ser da área, ele já sabe montar vacinas e colabora nas ações de saúde que realizamos.

A Janaina trabalha com jardinagem e é madrinha da Capitu. Ela nos disponibiliza transporte para carregar as doações, ração e tudo que for necessário até os Quintais.

Já a Sonia, madrinha da Cristal, é responsável pelo nosso evento de adoção na Clinica Veterinária Lins no último sábado do mês.

Se você não tem tempo para tanto comprometimento, pode participar de outras formas. Alguns padrinhos fazem visitas esporadicamente ou nos ajudam a distância, mobilizando amigos e familiares para colaborarem com nossas Campanhas de Vacinação ou de Arrecadação de Ração, por exemplo.

O Cão sem Fome valoriza muito os seus Padrinhos, pois essa é a única forma de garantirmos o mínimo de atendimento digno aos nossos cães.

Nossos esforços são para criar laços afetivos entre os padrinhos e seus afilhados. Ser padrinho de um peludo Cão sem Fome é ter um cãozinho para chamar de seu, mesmo que a distância.

Ficamos muito felizes quando a distância fica tão curta, que os padrinhos passam a conviver realmente com seus afilhados.

E você? Não quer ser padrinho de um peludo carente?

Veja como, no nosso site.