quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MInha casa é um Lar Temporário

Recebemos essa linda história e queremos compartilhar com vocês! Ela é tão perfeita para fechar o Mês que dedicamos aos adotantes... Você com certeza vai se apaixonar!

Minha casa é um LT (lar temporário)
Nos últimos dois anos minha vida deu uma volta de quase 360 graus. Divórcio, mudança de cidade, desemprego, aborto, problemas de saúde... Tristezas imensas com as quais meu coração sangrava.  A família se fez presente, os amigos queridos também. Fui cercada por cuidado e amor. E recomecei... É preciso recomeçar sempre.
E nesse recomeço, eu tomei a decisão de fazer algo que era um desejo antigo. Não só admirar e defender ‘virtualmente’ a causa animal, mas fazer algo real e me juntar a tantos outros que saem da inércia e defendem, lutam, acreditam e salvam vidas. Vidas que não sabem usar a linguagem formal, que mas que imploram, pedem e sonham com lares felizes, cuidado, comida e amor, assim como nós, os ‘animais racionais’.
Eu resolvi abrigar em minha casa cães que esperam adoção. No momento estou com duas hóspedes. Moradores definitivos aqui já tenho uma cadelinha e dois gatos. Outros dois hóspedes já passaram pela minha casa, meu quintal, meu coração e hoje dormem felizes, pois encontraram um lar definitivo.
Algumas pessoas me perguntam a razão de abrigar e amar cães que não são meus.Cães de rua, vira latas. Confesso que essa resposta é complexa e ao mesmo tempo simples e bela. Esses que abrigo, são os que mais precisam, ainda não conhecem o amor de um dono, o cuidado, a proteção de um lar. Eles chegam assustados, quietos, ainda com o medo que aprenderam  do sofrimento nas ruas. Mas em pouquíssimo tempo tomam conta por completo do espaço, da casa, do meu coração. 
Isso significa ter trabalho?? SIM!!
Preciso de um cuidado maior com a higiene da casa, gasto um pouco mais com produtos de limpeza, e também um pouco mais de tempo para limpar tudo, alimentá-los, juntar os brinquedinhos que encontro pela casa quando chego...
Mas a recompensa é algo que não tem preço. A alegria deles ao me ver chegar, pulam, abanam os rabinhos, me cheiram, lambem, é a melhor recepção que alguém pode ter. É uma alegria gratuita que me enche de paz, de felicidade, de energia. Eu sei que estão aqui só de passagem, mas nem por isso me amam menos, ou eu a eles. E essa troca tem me ensinado muito.
Os animais nos mostram o que realmente importa na vida. O tempo que gastamos com alguém, o quanto de nós estamos dispostos a dar. As decepções que sofremos pelas próprias expectativas que criamos. As responsabilidades que são nossas e que muitas vezes transferimos para os outros.
Meus ‘hóspedes’ transformam minha vida a cada instante. E quando um se vai para seu lar definitivo, leva um pedaço do meu coração que sempre será dele, por conquista e direito. Mas também deixa aqui lições de afeto, companheirismo, alegria, solidariedade e um imenso amor.
E por mais que eu tente, todas as palavras do mundo não poderão explicar a você isso que eu sinto. Mas se você quer experimentar tantos sentimentos positivos e sentir sua vida cheia de luz e alegria, abrigue um desses peludinhos. Ele vai te provar tudo isso e você vai poder entender e vivenciar a mágica de um amor absolutamente gratuito, livre, e incondicional, ainda que temporário.
Experimente, e depois me conte!

Deise Areias
Natal/RN

Agradecemos à Deise por contar sua história para a gente. Que esse gesto de amor, inspire outras pessoas a ajudarem mesmo que não possam adotar.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Cora, Nina, Banzé, Cibele e Bruno

Nossa família tinha dois cães, que nos enchem de alegria, mas nós sentíamos que deveríamos fazer algo pra ajudar algum bichinho mais necessitado e ajudar também o Cão sem Fome, que nos deu tanta alegria com o Banzé e a Nina.
Foi aí que surgiu a Cora, uma menininha amarela de olhinhos verdes, com 2 anos e que nunca tinha tido uma família! Que absurdo! Falei com a Glaucia, que falou com D. Silvia, protetora do Cão sem Fome que cuidava da Cora, e no dia seguinte estávamos eu e Bruno buscando nossa nova filhote. Não entendíamos como uma cachorrinha tão fofa nunca havia sido adotada!
Arredia, assustadinha, medrosa. Foi assim que ela chegou. Não podia ouvir um barulhinho que se escondia.
Em poucos dias já estava pedindo carinho, dormindo no sofá e seguindo a nós e aos "irmãos" pra todo lado.

Nossa meta é cuidar da Corinha com todo amor, e já dissemos à ela que não se preocupe e seja feliz, porque agora ela tem uma família que a ama! 


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Nina, Banzé, Cibele e Bruno

Depois de um tempo conosco, apesar de parecer felizão, parecia que faltava algo ao Banzé (cãozinho adotado no Cão sem Fome LEIA AQUI). Ele precisava de uma companhia pra brincar. Foi quando decidimos adotar um irmão pro Banzé. Aí entrei em contato com a Rose do Cão sem Fome, mas não haviam machinhos filhotes aquela época, e ela me sugeriu que adotasse uma fêmea. 
Foi quando me deparei com a foto de uma menininha preta com peito branco e de meinhas brancas e olhar desamparado. "Bruno, achei a irmãzinha pro Banzé. Ela tem meinhas!! E vai chamar Nina, Antonina Maria". Tinha só um problema, estávamos sem carro e a filhote estava longe. Problema resolvido pela boa vontade da Andrea, voluntária do Projeto, que numa manhã de sábado trouxe nossa Nina, uma filhotinha de 3 meses e meio e cara de desamparada.

Já de cara percebemos que a personalidade da Nina era diferente da do Banzé. Ela "falava" muito com seu chorinho. E gostava de ficar grudada, principalmente de dormir em cima de nossa cabeça. Nina foi crescendo e ficando cada vez mais linda. De uma filhotinha de barriga inchada e com falhas no pelo passou a uma cachorrona com seus 30 quilos. Proporcional ao seu tamanho é sua doçura e o carinho que tem por nós. E mesmo grandona, sua posição preferida pra dormir é em cima de nós!!


Não tem perigo de perdermos a hora, Nina chora na porta pra nos avisar que é hora de levantar. E sempre nos recebe com uma alegria como se tivesse ficado dias sem nos ver.
A coisa que a Nina mais gosta é de ficar perto, de colo, de carinho. E de bolinha. Alternar essas duas coisas é seu ideal de paraíso!! E de pular na cama em cima de mim de manhãzinha assim que o Bruno abre a porta do quarto!​




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Banzé e Cibele

Sempre gostei muito de cachorro, mas desde criança não morava com um. Isso mudou quando meu namorado foi morar em uma casa que tinha uma cachorra idosa, da antiga moradora. A menina Cuíca era uma fofa, mas morreu de velhinha uns três meses depois da mudança do Bruno. Tempo suficiente pra deixar um vazio e um chororô que nos fez decidir adotar um cãozinho.
Nisso, uma amiga, Marô, mostrou uma das fotos do Cão Sem Fome, um cachorrinho pequeno e orelhudo, a quem tinham dado o nome de Banzé. E como ele estava abrigado na casa de uma voluntária na Mooca, bairro que Marô mora, ela me levou até lá para visitá-lo. Me encantei, claro!
Quatro dias depois estávamos de volta à Mooca pra buscar o Banzé. Eu parecia uma criança de tanta alegria em ir buscar o filhote!! Banzé chegou em casa tímido, meio desconfiado e super quietinho. "Bruno, acho que esse cachorro é mudo", eu dizia, pois ele demorou pra dar o primeiro latido. Nos acostumamos logo, com seu jeito discreto, sempre um lorde.
Na primeira madrugada que passou conosco, dormiu no quarto e me cutucou, pela primeira vez, com a patinha no meio da noite. Entendi que queria descer pro quintal e o acompanhei para que fosse fazer xixi. De lá pra cá, esse cutuco com a patinha está sempre presente, quando ele quer carinho, quando está pedindo comida, virou sua marca registrada.
Outra marca registrada é o carinho que ele faz. Raramente dá lambidas, Banzé dá coçadinhas, nos cabelos e barbas, o que o faz ainda mais charmoso!
​ Chegamos a conclusão que Banzé é o diminutivo de seu verdadeiro nome, Bartholomeu José, mais adequado a um lorde como ele.​
Tem horas que ele fica nos olhando de um jeito tão sério que eu juro que ele vai falar alguma coisa! Porque só falta isso nesse nosso menino preto e "marelo"!

Banzé ganhou uma irmãzinha, também vinda do Projeto Cão sem Fome, mas essa é uma outra história... 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Carol e Manuela

Eu e minha mãe sempre tivemos o desejo de adotar, mas como tínhamos acabado de perder uma cachorra e ainda tínhamos mais quatro, meu pai não queria. 
Foi então, que em uma semana eu e minha mãe cismamos que iríamos adotar e decidimos entrar no site do Cão Sem Fome Logo que bati o olho eu me apaixonei, era aquela cachorra que eu sempre quis: descabelada, pequena e com cara de vira-lata mesmo ahaha. Minha mãe ainda viu outros cachorrinhos mas nenhum dava certo com a nossa situação, que precisaria se dar bem com mais cachorros. Parecia que só a Bebel daria certo! 
E finalmente convencemos meu pai. Só que tinha um problema, a Bebel era de um sítio longe e de complicado acesso... Não desistimos e esperamos 3 dias. Coitada da Rose por me aguentar falando e ligando pra saber sobre a cachorra! Foram os dias mais longos da minha vida e da minha mãe, não dormíamos só pensando na cachorra e com medo de não dar certo. E graças a Glaucia que foi num sábado de manhã nesse sítio super longe buscar, nós conhecemos a Bebel. E logo no caminho para casa decidimos colocar o nome de Manuela.
Nos primeiros dias foi muito difícil, ela tinha pavor de homens, não se aproximava do meu pai de jeito nenhum e logo no segundo dia ele levou uma mordida, não se deu bem com as outras cachorras, tinha medo de rua e carros. Mas não era por isso que íamos devolve-lá, quando as pessoas adotam acham que o cachorro já vai vir perfeito e acostumado com a casa, mas não é assim, tem que respeitar o espaço do cachorro, é uma mudança gigante na vida dele.
E com muita paciência e carinho, em 3 semanas ela já se acostumou com as outras cachorras e com meu meu pai e virou o xodó da família. Ela está sempre animando todo mundo, sempre abanando o rabo, disposta a brincar e dar carinho pra gente, é incrível como ela parece ter uma gratidão por nós. Ela pode até ter comido alguns chinelos no começo, mas isso não vale nada comparada a alegria que ela trouxe a nossa casa, ela mudou nossas vidas completamente e até nos aproximou mais. E a nossa intenção agora é que ela tenha a melhor vida possível, mimada ao máximo, pra esquecer esses anos que não tinha uma família.
E o mais duro pra gente foi ouvir que a Manuela teve uma chance única, que se não adotássemos, muito provavelmente ninguém mais iria... Então não pense que se você não adotar, tem quem adote. Não é assim que funciona. Abra seu coração e deixe um cachorrinho completar sua vida como a Manu completou a nossa!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Natalia e Marley

Marlei apareceu na minha vida na hora em que eu estava muito ruim, passando por um tratamento de depressão.
Eu não era muito fã de cachorros, mas meu marido sempre quis ter um e meus filhos também começaram a me pedir um cão. Pensei bem e decidi que íamos adotar um filhote.
Como a Glaucia sabe, entrei em contato atrás de um filhote de porte pequeno, mas no momento não tinha nenhum disponível. Então curiosa, olhei o site do Cão sem Fome e vi aquela carinha linda mas muito triste também do Marley. Me apaixonei por ele e na hora quis ele para mim. Daquele dia em diante, que ele chegou em casa muita coisa mudou. Ele é meu companheiro de todas as horas, está sempre atrás de mim, me ajudou muito no meu tratamento, sempre me alegrando quando todos não estavam em casa.
Ele mudou muito minha maneira de pensar sobre cachorros, agora sou apaixonada por ele e ele por mim. pois somos muito felizes.

Sei que ele me ajudou a me recuperar mais rápido, pois eu só dormia e não queria saber de quase nada.  Ele me deu ânimo pra cuidar dele e de mim mesma, pois ele também estava doente quando eu o peguei. Vi que ele teve uma força de vontade enorme de viver e ser feliz e eu também tive. Agradeço por ter escolhido ele e ele a mim, pois hoje ele é uma parte da minha família.



Nota do Cão sem Fome: Em um gesto solidário e humano, Natalia adotou o Marley mesmo doente e correndo risco de morrer. O Cão sem Fome deu todo apoio ao tratamento e o Marley venceu a doença, ganhou uma família e acabou sendo um dos cães fotografados no Calendário Cão sem Fome 2014, além de participar do programa Encontro com Fátima Bernardes em dezembro de 2013.
Natalia e Marley são dois vencedores que só trazem orgulho para a família Cão sem Fome.