sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Banzé e Cibele

Sempre gostei muito de cachorro, mas desde criança não morava com um. Isso mudou quando meu namorado foi morar em uma casa que tinha uma cachorra idosa, da antiga moradora. A menina Cuíca era uma fofa, mas morreu de velhinha uns três meses depois da mudança do Bruno. Tempo suficiente pra deixar um vazio e um chororô que nos fez decidir adotar um cãozinho.
Nisso, uma amiga, Marô, mostrou uma das fotos do Cão Sem Fome, um cachorrinho pequeno e orelhudo, a quem tinham dado o nome de Banzé. E como ele estava abrigado na casa de uma voluntária na Mooca, bairro que Marô mora, ela me levou até lá para visitá-lo. Me encantei, claro!
Quatro dias depois estávamos de volta à Mooca pra buscar o Banzé. Eu parecia uma criança de tanta alegria em ir buscar o filhote!! Banzé chegou em casa tímido, meio desconfiado e super quietinho. "Bruno, acho que esse cachorro é mudo", eu dizia, pois ele demorou pra dar o primeiro latido. Nos acostumamos logo, com seu jeito discreto, sempre um lorde.
Na primeira madrugada que passou conosco, dormiu no quarto e me cutucou, pela primeira vez, com a patinha no meio da noite. Entendi que queria descer pro quintal e o acompanhei para que fosse fazer xixi. De lá pra cá, esse cutuco com a patinha está sempre presente, quando ele quer carinho, quando está pedindo comida, virou sua marca registrada.
Outra marca registrada é o carinho que ele faz. Raramente dá lambidas, Banzé dá coçadinhas, nos cabelos e barbas, o que o faz ainda mais charmoso!
​ Chegamos a conclusão que Banzé é o diminutivo de seu verdadeiro nome, Bartholomeu José, mais adequado a um lorde como ele.​
Tem horas que ele fica nos olhando de um jeito tão sério que eu juro que ele vai falar alguma coisa! Porque só falta isso nesse nosso menino preto e "marelo"!

Banzé ganhou uma irmãzinha, também vinda do Projeto Cão sem Fome, mas essa é uma outra história... 

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